Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

Play the game julho 3, 2010

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 3:50 pm
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Vai fazer um mês que estou trabalhando numa empresa na área de Local Marketing. Por incrível que pareça, eu consegui essa trabalho pela comunidade Mind the Gap, no Orkut. Eles estão sempre precisando de pessoas que falam outros idiomas, entre eles, português.

Depois de um longo processo seletivo (três entrevistas) eu fui contratada. Minha principal função é fazer o nome da empresa e vender os produtos para a comunidade brasileira em Londres.  Comunidade que é imensa aqui.

Como todo trabalho, existem atividades que eu adoro e outras que eu odeio.  Mas a que eu mais odeio agora é a que tem tomado três, dos meus cinco dias da semana. Essa atividade consiste em ficar num shopping ou na rua, adivinha? Entregando panfletos e fazendo agendamentos! PQP! Parece que a minha sina em Londres é entregar panfletos na rua, não tem jeito.

Além desses agendamentos, o meu chefe, um nigeriano de quase dois metros de altura, fica nas ruas gritando “Play the game” com uma bolinha na mão. A ideia é fazer as pessoas responderem umas perguntas, concorrerem a uns prêmios e, finalmente, criar mailing. Hoje ele me deu a bolinha e disse: sua vez.

Ah, fudeu, pensei. Ficar aqui, na rua, gritando: Play the game, play the game, play the game. Olha, por mais que eu esteja em Londres, ninguém me conhece e tal, fiquei com VA. VA de mim mesma.

Por outro lado, essa experiência tem sido incrível. Estou conhecendo muitas pessoas, participando de reuniões e treinamentos animais e melhor: visitando lugares em Londres que eu jamais conheceria como turista.  Agora a pressão tem sido imensa em cima dessas atividades e, sinceramente, não sei quanto tempo eu seguro a onda nesse novo emprego. Entre essas e outras razões, eu tô com a nossa seleção:  volto pra casa mais cedo. Em dezembro eu tô de volta.

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Londres: quatro meses junho 17, 2010

Filed under: Casa e comida,Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 7:23 pm
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Dia 15 fez quatro meses que estou aqui.  Nesse período já trabalhei em quatro lugares diferentes, morei em duas casas (estou agora procurando outra) e conheci muita gente, mas muita gente mesmo.

Posso dizer que tive muita sorte sim, pois apesar de toda a reclamação, eu já tinha uma fonte de renda logo no meu primeiro mês aqui. Eu não posso ser ingrata. Várias pessoas me ajudaram, principalmente as que moram comigo.

Viver numa casa com mais nove pessoas não é nada fácil. Tem briga e confusão por causa de tudo. Por causa da louça, do lixo, do leite… E por ai vai…

Mas também rola muita cumplicidade. Os meus três primeiros trabalhos aqui foram graças à indicação das pessoas da casa.

Se agora estou procurando outro lugar para morar, é porque preciso praticar mais inglês. Se você vem sozinho para Londres (como eu vim), a princípio é terrível a ideia de morar com outros brasileiros, mas isso pode te ajudar no começo.

Só não pode acomodar.  Depois que você estiver mais confiante do seu inglês (até para entender sobre o contrato, como, quanto e onde pagar), dai sim é legal procurar uma outra casa para morar. É isso que estou fazendo.

Ah, em tempo, o site que mais tenho usado para isso é o Gumtree. Já falei dele antes. Ele é ótimo.  @ficaadica 😉

 

Novidades junho 12, 2010

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 5:42 pm
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Eu sei, ando sumida novamente.

Primeiro eu pedi demissão do Pizza porque arrumei outro emprego na área de Marketing numa empresa aqui em Londres.  Em termos financeiros, não há muita diferença do que eu iria ganhar no restaurante, porque lá as tips eram ótimas e eu poderia me dar bem. Mas nessa nova empresa eu posso falar mais inglês, conhecer também pessoas do mundo todo e ainda colocar essa experiência no meu CV para dar um UP né?! rsrsr Depois vai ter um post falando só sobre isso, ok?! =)

Outra novidade: o gato chegou. Levar um namoro à distância é algo muito complicado. Aos poucos, a coisa vai desgastando e, de repente, somos dois estranhos. Agora ele está aqui, estou sim mais feliz e, aos poucos, vamos nos entendendo e revertendo essa situação.

Já a primeira semana de trabalho foi uma loucura. Logo de cara já participei de uma reunião da área de Marketing com alemães, poloneses, franceses, nigerianos, indianos e ingleses. Ah, e eu, brasileira.

Maior barato.

Agora sim meu inglês vai dar um UP. Aliás, ontem eu ouvi uma ótima sobre o nível do inglês:

– Como está o seu inglês?

– Ah, então… Falar eu falo. Eu não passo fome, mas ainda não como o que eu quero.

kkkkkkkkkkkkkk Achei ótima! Agora acho que vou poder melhorar esse meu cardápio e, finalmente, conseguir me planejar melhor financeiramente.

É isso aee. Vamo que vamo!

 

Tem que sambar – Parte 1 maio 8, 2010

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 6:00 pm
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Quando eu decidi vir para Londres, eu sabia que não encontraria um emprego como  jornalista e que teria que esquecer a minha vidinha classe média em São Paulo. Pensei que, com muita sorte, conseguiria trabalhar num pub ou coisa parecida. A verdade é que logo no começo fiquei doente e estava (está) MUITO difícil arrumar trabalho por aqui. Por mais que existam vagas, a concorrência é gigante, muita gente desempregada e cada vez mais pessoas chegando aqui para “estudar”. Além disso, eu comecei  a acreditar que para arrumar trabalho aqui ou tinha que ser muito linda ou falar inglês muito bem. Bom, me f*** né?!

Com tudo isso, fiquei dois meses completamente desempregada quando comecei um serviço de “promoção”, por indicação de uma amiga. O trabalho era de sexta e sábado, das nove da noite a uma da manhã, na rua, numa esquina em Clapham Junction, no frio e chuva, entregando panfletos de uma balada local. O primeiro final de semana eu trabalhei as quatro horas de cada dia. Direitinho. No segundo, as meninas (outras duas brasileiras) já começaram a me chamar para ficar no McDonalds enrolando um pouquinho (feio, eu sei, mas estávamos no inverno, a sensação térmica na época era negativa, você pode imaginar o que é isso? Do Brasil? Não mesmo!). Outras equipes de “promoção” também faziam isso: depois da meia noite, todo mundo se encontrava no McDonalds. A gente já era de casa.

Nos outros finais de semana eu inventei várias estratégias para fazer o tempo passar: comprava uma garrafa de vinho e ficava bebendo, baixei toda a coleção de podcasts de gramática da BBC para ficar estudando enquando entregava panfletos, fiz amizade com um paquistanês que ficava horas conversando comigo (num inglês terrivelmente pior que o meu), entre outras ideias mirabolantes. Assim se passou um mês conseguindo ganhar o dinheiro para pagar, pelo menos, a minha acomodação.

Foi quando a russa voltou a trabalhar. A russa falava de boca cheia que já entregava panfletos há seis meses lá. No último mês ela estava de férias. Meu, que ódio daquela russa. Explico: a fia-da-mãe trabalhava, ô se trabalhava… Enquanto eu ficava lá repetindo to be ou not to be tomando vinho na rua, ela ENTREGAVA os panfletos. No final de uma noite de sábado, ela tinha feito 73 panfletos na portaria e eu, 5… C-I-N-C-O!!!

Depois dessa  noite fiquei com vergonha. E decidi que esse trabalho, nas esquinas londrinas de madrugada, não era para mim. Nunca mais fui para Clapham Junction. Mas a minha vida de panfletagem não tinha acabado. Tem mais…

 

Para o alto e avante! outubro 28, 2009

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 7:29 pm
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Poucas pessoas sabem que vou passar uma temporada fora. Esse já era um desejo antigo e, finalmente, estou me sentindo preparada para ir.

A princípio vou sem lenço e sem documento. Paguei um curso de inglês por três meses, alojamento por um mês, passagem de ida e volta (vai que dá alguma coisa errada né?! Rsrsrs) e alguns trocados caso não arrume empregos nos primeiros meses.

Essas mudanças trouxeram muita reflexão para o meu dia a dia. Achei que se tratava de uma fuga, mas quem me conhece há mais tempo sabe que se trata de uma ideia sempre latente que resolveu desabrochar. 

Aos poucos vou atualizando os preparativos pra vocês. Por que mudar.guardando dinheiro, a procura pela escola, o melhor atendimento, passaporte, moradia, entre outros.

Novos rumos