Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

Novidades junho 12, 2010

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 5:42 pm
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Eu sei, ando sumida novamente.

Primeiro eu pedi demissão do Pizza porque arrumei outro emprego na área de Marketing numa empresa aqui em Londres.  Em termos financeiros, não há muita diferença do que eu iria ganhar no restaurante, porque lá as tips eram ótimas e eu poderia me dar bem. Mas nessa nova empresa eu posso falar mais inglês, conhecer também pessoas do mundo todo e ainda colocar essa experiência no meu CV para dar um UP né?! rsrsr Depois vai ter um post falando só sobre isso, ok?! =)

Outra novidade: o gato chegou. Levar um namoro à distância é algo muito complicado. Aos poucos, a coisa vai desgastando e, de repente, somos dois estranhos. Agora ele está aqui, estou sim mais feliz e, aos poucos, vamos nos entendendo e revertendo essa situação.

Já a primeira semana de trabalho foi uma loucura. Logo de cara já participei de uma reunião da área de Marketing com alemães, poloneses, franceses, nigerianos, indianos e ingleses. Ah, e eu, brasileira.

Maior barato.

Agora sim meu inglês vai dar um UP. Aliás, ontem eu ouvi uma ótima sobre o nível do inglês:

– Como está o seu inglês?

– Ah, então… Falar eu falo. Eu não passo fome, mas ainda não como o que eu quero.

kkkkkkkkkkkkkk Achei ótima! Agora acho que vou poder melhorar esse meu cardápio e, finalmente, conseguir me planejar melhor financeiramente.

É isso aee. Vamo que vamo!

 

Agora nós dois somos um outubro 27, 2009

Filed under: Carinhos e cafuné — Priscila Valdes @ 5:37 pm
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Texto de Stella Florence

Lembram daquelas massinhas de modelar? Quando a gente pegava uma azul e misturava com outra amarela o que dava? Dava nada. Dava cinza.
Estava eu num restaurante com um casal que conhecera há pouco, quando presenciei, entre os dois, o seguinte diálogo:
– Estou com vontade de comer frango, e você? – ele perguntou.
– Não estou muito a fim. Que tal peixe?

– Você sabe que eu não gosto de peixe.
– Hum… Topa uma carne? – a mulher sugeriu.
– Não, carne me deixa o estômago pesado.
– Carne magra…
– Não.
– Então, a gente pode pedir uma massa pra quebrar o galho.
– É, uma lasanha, pode ser…

Essa conversa aparentemente banal – que não foi motivada por problemas financeiros – me fez lembrar de uma frase, muito usada para e por casais, frase que me causa calafrios: “Agora nós dois somos um”.

A idéia de que ao namorar, casar ou juntar nós passamos, imediatamente, a fazer parte do outro é uma das maiores fontes de infelicidade entre casais. Não, nós não viramos um. Dois continuam sendo dois, com suas individualidades, seus desejos, seus prazeres, seu modo de pensar, de sentir e agir, dois distintos, juntos por opção, não por osmose. Juntos, não misturados.

Lembram daquelas massinhas de modelar da época da escola? Quando a gente pegava uma azul e misturava com outra amarela o que dava? E uma verde com outra vermelha? O que dava? Dava nada. Dava cinza. As massinhas, quando misturadas, quando sovadas uma na outra, perdiam a cor original, viravam uma meleca cinzenta. É exatamente isso que acontece com um casal quando ele cisma em levar adiante essa história de “nós dois somos um”: os dois acabam virando uma massa cinza. E dá-lhe engorda, dá-lhe depressão, dá-lhe pânico, dá-lhe enxaqueca e mais todas as doenças somáticas juntas para sustentar essa antinatural perda da individualidade.

Eu insisto: nós nunca, nunca deixamos de ser independentes, únicos, livres, vacinados, senhores do nosso prazer e destino. Podemos permitir que uma outra pessoa se misture em nós a ponto de não sabermos mais quem somos, mas creia, isso não é bom, isso não é amor, muito menos prova de amor.

Há casais que se forçam a dormir no mesmo horário, que jamais entram em salas diferentes quando vão ao cinema, que não admitem que o seu amor possa sentir desejo por outras pessoas, que não admitem o próprio desejo por outras pessoas, que não viajam sem a cara metade, que se metem em passeios que detestam como churrasco com pagode, piscina com maionese ou bossa-nova com uísque apenas para não deixar o outro se divertir sozinho. Por que tanta insegurança e mutilação? Pra que? Ah, sim: para ser um!

Quando duas pessoas me dizem “agora somos um”, para mim, isso significa que elas passaram, cada uma, individualmente, a valer o mesmo que meia pessoa. Em vez de ganhar algo, elas perdem quase tudo.
 www.stellaflorence.kit.net

Sozinho

 

Procura-se emprego agosto 7, 2008

Filed under: Carinhos e cafuné — Priscila Valdes @ 11:50 pm
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Eu acho que terminar namoro deve ser que nem ser demitida. Vejo pelas minhas donas. Elas ficam mal, pois estão acostumadas com a rotina do trabalho. Conhecem quais as manhas e têm certeza que vão sentir muita falta de tudo aquilo quando são mandadas embora. Parecem sem chão.  

Nos primeiros dias ficam loucas dentro de casa. Dormem demais, dormem de menos… Comem demais, comem de menos…Depois ficam desesperadas querendo encontrar qualquer bico por ai. Algum subemprego para ocupar o tempo. Mas depois vejo que elas mudam o foco, investem em alguns cursos diferentes, melhoram o currículo e descolam um emprego novo. No começo é aquele negócio: festa estranha, gente esquisita…  Ficam meio ansiosas… Mas a ansiedade não dura muito, logo já estão habituadas e curtindo um monte!

 

É isso ai! Eu aprendi uma lição: ninguém fica desempregada pra sempre . Ainda bem 🙂