Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

Aiii, essa crise… fevereiro 26, 2009

Filed under: Vida urbana — Priscila Valdes @ 3:19 pm
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Gatitos,

O Carnaval foi maravilhoso, perto da Ilha das Couves, um lugar paradisíaco. Ficamos entre amigos, ao som da Estefhany e o seu Cross Fox – Porque eu sou linda, absoluta, eu sou Estefhanyyyyyyyyy.
Mas dai eu voltei pra realidade, com a minha cabeça piriguitante no trabalho, o namorado curtindo em Ilhabela, cheia de contas pra pagar e todo mundo falando da crise.

2009 tá que tá!

Então, eu achei esse texto. É da Danuza Leão que é phina, mas também sente  os efeitos da crise. Seguem alguns trechos:
 

A crise, socorro
 

Alguém entende o que está se passando? Eu, não.
Na minha total ignorância sobre economia, sempre achei que, se alguém perde de um lado, alguém ganha de outro. Só que, pelo que tenho entendido, desta vez todo mundo está perdendo; é como se tivessem feito uma fogueira com quase todo o dinheiro que existia no mundo e tudo virado fumaça. Alguém deve ser o culpado, mas quem?
Outro dia vi numa vitrine uma sandália bem bonitinha, que nem cara era, e entrei para comprar. Mas lembrei da crise e fui para casa sem.
É bem verdade que não precisava dela, mas eu tinha (tenho ainda, só não sei por quanto tempo) condições de me dar este presente. Mas com a crise, nem sandália nem chocolate, nem nada que não seja essencial. Mas, pensei, se ninguém comprar, as lojas vão fechar e muita gente vai perder o emprego. Então, o que fazer? Os tempos mudaram mesmo. Lembrei de Chanel, que dizia que a única coisa indispensável na vida é o supérfluo.
Voltei para casa meio deprê, mas é mais fácil lidar com a depressão quando se conhece a sua origem -no caso, a crise-, do que quando não se entende o que está se passando. Mas a crise, para mim, não passa de uma palavra, e que me enche de medo. Se as pessoas pararem de comprar, não haverá razão para anúncios nos jornais e revistas, sem anúncios a imprensa vai acabar, e se acabar, todos os jornalistas ficarão sem emprego, começando por mim, claro. Ok, tenho um apartamento que posso vender e ir morar num conjugado, mas com a crise, quem vai ter dinheiro para comprar o meu? Eu, que sonhava em ter uma velhice tranqüila, vou morar debaixo da ponte, isso é mais do que evidente…

E a fusão dos bancos? Eu gostaria, só por curiosidade, de saber quem teve a idéia e telefonou para o outro dizendo “que tal uma fusão entre nossos bancos?” Teria o outro respondido: “que ótima idéia, vamos tomar um chope e conversar sobre isso”? Será que foi assim? E será que com a fusão vou ficar menos tempo na fila do banco? Ah, por que não sou prima, mesmo longe, de um Moreira Salles ou de um Setubal?

Voltando à crise: tudo começou nos Estados Unidos, com a história das hipotecas; seria o caso do dólar ir para o ralo, mas não: o dólar subiu no mundo todo. Dá para entender?

Pois é gata-Leão, eu também não entendo.  Só sei de uma coisa: o gato subiu no telhado…

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A rua da amargura… janeiro 10, 2008

Gato não tem emprego, mas se tivesse, deveria ser algo pouco relacionado às relações humanas. Não que a gente não goste de um xamego, mas é que às vezes dá um bode danado continuar amiga, linda, elegante, inteligente e feliz. Sim, porque nós, gatas, somos tudo isso.

A Cri cri (minha dona) foi demitida hoje. Ela está meio chata, meio distante e agora está em frente ao computador se inscrevendo em todos os sites de emprego, blogs, comunidades do orkut, e também lendo as previsões para o ano do Rato.

Não sei porque ela se deprime. Desde quando a gente é aquilo o que a gente faz? Agora ela diz que está sem chão. Quando foi que as pessoas – que se dizem animais racionais – ficaram tão dependentes daquilo que fazem e não daquilo que são.

Sei lá, fico um pouco confusa. Ela disse que agora está na rua da amargura…Onde é isso? Será mesmo que ela NUNCA-MAIS vai arrumar outro trabalho? Será que agora vamos nós duas morar embaixo da ponte??? Duvido. Mas pela cara dela, vamos morar é no inferno. Ou no canil. Eu com mais trezentos cães esfomeados. Ui

Eu pergunto para vocês, meus amigos, somos aquilo o que a gente faz? Ou a gente faz aqui que nós somos? Ai…Ficou complexo

Bom… Vou tirar uma soneca. Todo esse papo cabeça me deu uma preguiça…

Conto depois para vocês como era a cor do inferno. Ou melhor, a rua da amargura. Agora, eu vou me embora dormir no sofá verde. Miau!

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