Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

Procura-se emprego agosto 7, 2008

Filed under: Carinhos e cafuné — Priscila Valdes @ 11:50 pm
Tags: , , ,


Eu acho que terminar namoro deve ser que nem ser demitida. Vejo pelas minhas donas. Elas ficam mal, pois estão acostumadas com a rotina do trabalho. Conhecem quais as manhas e têm certeza que vão sentir muita falta de tudo aquilo quando são mandadas embora. Parecem sem chão.  

Nos primeiros dias ficam loucas dentro de casa. Dormem demais, dormem de menos… Comem demais, comem de menos…Depois ficam desesperadas querendo encontrar qualquer bico por ai. Algum subemprego para ocupar o tempo. Mas depois vejo que elas mudam o foco, investem em alguns cursos diferentes, melhoram o currículo e descolam um emprego novo. No começo é aquele negócio: festa estranha, gente esquisita…  Ficam meio ansiosas… Mas a ansiedade não dura muito, logo já estão habituadas e curtindo um monte!

 

É isso ai! Eu aprendi uma lição: ninguém fica desempregada pra sempre . Ainda bem 🙂

 

 

Cansei de ser descolada julho 7, 2008

Filed under: Diversão,Vida urbana — Priscila Valdes @ 11:03 pm
Tags: , , ,

 

 

Estava lendo esses dias uma notícia muito interessante de um gato mendigo de japona. Muito chique esse cara, vive em NY. Fiquei pensando nessa história de ser descolado e acho que andei buscando um pouco disso ultimamente. Conversando com muito gato de pedigree. Ouvindo música moderna e tomando biritinhas por aí. Passeando livremente pelas noites paulistanas. Êta, vida boa!

 

Em alguns momentos é incrível como o outro parece sempre ser mais interessante do que você. Porque é chato reconhecer, mas às vezes, é um porre ser a gente mesmo. Cansa. Daí você tenta ser mais legal, mais moderno, mais antenado, enfim, outro gato com uma vida bem diferente da sua. A fase é divertida, cheia de aprendizado, mas dura pouco. Porque você também cansa daquela vida demasiadamente descolada. Das roupas, da música, das pessoas. Daí você quer voltar a ser o que é: uma gata preguiçosa, que não gosta de delineador, ama a luz do dia, não faz escova, que assiste novela das oito e se pudesse tomaria sopa todos os dias. Isso não é muito glamoroso, né? Mas enfim, a fidelidade a si mesma ainda é o melhor entorpecente que criaram. Aquela sensação de orgulho de ser quem você é, sabe? Parece piegas, mas é um grande desafio nos dias de hoje.

 

Depois de tantas tentativas cheguei à conclusão mais evidente. Não adianta, sou gata sem raça e sem tribo. Apenas transito nas superfícies dessa cidade tão atraente. E meu charme está nisso. Vou continuar assim, pulando de telhado em telhado… Mas, calma! Retornando sempre para um cochilo bem preguiçoso no bom e velho sofá verde. Miau!