Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

The dog days are over… abril 29, 2011

Filed under: Diversão,Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 4:24 pm

Abril foi um mês complicado para mim. Vocês perceberam que eu até dei uma abandonada aqui no Betsy, e não foi à toa. Ano passado também foi um mês complicado. Mas como “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe“, abril está no fim!!

E para fechar com chave de ouro, nada como um casamento Real né?! Infelizmente eu não fui lá  pessoalmente ver, mas acompanhei e estou acompanhando toda a euforia britânica em relação ao evento, à realeza…

É claro que há controvérsias. Muita gente é contra os privilégios da família real, muito inglês é contra tudo isso. Mas é bonito ver todas as casinhas com a bandeira inglesa. Parece o Brasil em final de Copa do mundo..rs

Fofo, viu?!

Semana passada passei a Páscoa na companhia de pessoas super especiais… Sabe esses anjos que Deus coloca na nossa vida, só para iluminar o nosso caminho? Então, foi assim. Domingo estava um dia lindo e eu fui para um piquenique no Hyde Park. Delícia!

Agora começa a melhor época na Europa – sol, flores, cores, parques lotados, crianças brincando, pessoas tomando sol. E eu gosto de tudo isso, não tem como não gostar… Depois de um inverno com três meses de frio, noites longas e dias cinzas, finalmente as cores chegaram!

E como diz a música, pelo menos por hoje, pelo menos por agora, the dog days are over! 😉

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Festa estranha… abril 12, 2011

Filed under: Casa e comida,Diversão,Londres — Priscila Valdes @ 7:24 pm

Gente como a gente!

Abril tem sido o meu mês das bruxas. Parece que não só o meu, mas vários acidentes, fatalidades, brutalidades  vêm acontecendo este mês. Triste. 😦

O meu aluguel aumentou,  o meu quarto foi arrombado, meu cartão do banco e internet banking foram bloqueados e ainda anunciaram mudanças no meu trabalho. Isso tudo nas duas primeiras semanas do mês. MEDO do resto.

Mas como a vida não é só feita de coisas ruins, final de semana passado eu fui num open house na casa da chefa. Confesso que não estava confortável com o convite, mas resolvi encarar uma festa lituana.  Com comidas lituanas e, com pessoas lituanas.  Quando eu expliquei que a minha chefa era lituana, a minha prima logo perguntou – Mas onde fica a Lituânia?

Rapidamente eu expliquei que ficava perto da Letônia, ora bolas!  (num pensamento instintivo, pois sempre fui muito ruim em geografia).

Com a ajuda do meu amigo Wikipédia, eu descobri que o país faz divisa com a Polônia.  Tem cerca de 4 milhões de habitantes e faz frio, muito frio. Por conta disso, eles são todos bem branquinhos, com exceção dos que estavam na festa de sábado.

Eles estavam todos vermelhinhos. Todos. Pensei que talvez fosse o vinho, mas não… Depois fiquei sabendo que era resultado do bronzeamento artificial, afinal, o verão está chegando. E todos querem ficar bronzeados 😀

É um povo bonito. Todas as moças vestiam roupas de festa, maquiagem e saltos altos, mas muito, muito altos. Eu era a única brasileira da festa, no meio de lituanos, eslovacos, poloneses e alguns ingleses.

A comida era um caso à parte, queria ter tirado fotos, mas achei meio indelicado. Tinham vários tipos de Ham, eles gostam MUITO de ham. Fora isso, umas saladas parecidas com a nossa maionese, algumas com feijão branco e bacon, e outras com brócolis. Gostei muito de todas.

Experimentei o pão lituano, que é bem parecido com o pão polonês ( segundo eles, pois eu não tenho ideia quais são as semelhanças ou diferenças), mas eu adorei! MUITO, muito bom mesmo! Gostinho e cor de pão integral,  mas com aquela sustança, sabe?! Nota 10.

Depois da sexta taça de vinho, já estava toda falante no meu inglês tupiniquim, ouvindo histórias incríveis sobre o inverno rigoroso nesses países, sobre os passeios em sleigh à noite, e sobre as aventuras de morar num país com um clima completamente diferente do nosso.

Se eles conseguem encontrar alegria num inverno -30 C, bora parar de reclamar da vida, neam?! 😉

 

Erros e acertos (gastronômicos) 1 abril 2, 2011

Filed under: Casa e comida,Diversão,Vida urbana — Priscila Valdes @ 8:42 pm

Eu sou da opinião de que quem está na chuva é para se molhar. Sendo assim, se eu estou morando ou visitando um lugar, gosto de experimentar coisas diferenças.

Com exceção das carnes, pois tenho várias restrições nas já conhecidas e populares, eu experimento sim. E quase sempre eu me dou mal. rs

A primeira vez foi um chocolate. Eu não entendi muito bem o conteúdo, só sei que ele tinha recheio cor de rosa, tipo o nosso Sensação. O Rafael queria comprar um tradicional, já conhecido, eu o convenci a comprar o outro que era o dobro do preço, mas era com recheio de morango, poxa!

Caí do cavalo – aquela coisa rosa estava mais para flores do que morango, tinha um gosto de perfume estranho e nós detestamos.

Descrição do produto: “The Turkish Delight bar is positioned as a mystical, exotic treat that lets you escape from the everyday. Cadbury chocolate coated turkish delight.”

Dá medo não dá?!

Por outro lado, hoje eu comi um chocolate coreano, que a minha querida amiga Jieun trouxe para mim. Na embalagem tinha um cacto desenhado. Claro, fiquei com medo. Deixei para comer em casa, assim, se a decepção fosse grande, eu poderia jogar fora e tomar muita água. Fiquei com a pulga atrás da orelha com aquele chocolate de cacto. Tem uma descrição simpática aqui!

Adorei! Achei mais leve que o tradicional rs.

Então, fica a dica: nem tudo que  tem recheio cor de rosa é bom  e nem tudo que tem cacto na embalagem é ruim 🙂

Depois eu volto aqui para contar sobre a lentilha verde e  a amarela.  E do suco mais horrível do mundo.

 

Rogério quem? março 28, 2011

Filed under: Diversão,Vida urbana — Priscila Valdes @ 8:07 pm

Sério, eu não sou são paulina. Tampouco corinthiana ou palmeirense. Na verdade, eu nunca fui muito fã de esportes. Devo ter nascido no país errado então.

Desde ontem meu mural do FB tem sido bombardeado por “chupa fulano”,  “ciclano é lider”, “100 gols”, isso ou aquilo. Não estou falando em específico desse último jogo. Estou falando desse ópio chamado futebol. Tanto se fala das religiões, mas para mim o futebol também é um entorpecente alucinógeno. Após uma vitória, as pessoas acordam extasiadas, como se tivessem ganhado na Megasena ou coisa parecida.

Escrevendo esse post eu me sinto até um pouco amarga… Rogerio quem?  Amarga e alienada para um assunto que parece ser a principal pauta dessa segunda-feira.  Já vi tantos  outros temas  importantes (sobre impostos, leis, coisas que vão bater direto no bolso de cada um) na capa do Uol ou da Folha que teve pouca ou nenhuma repercussão no meu mural. Será que meus amigos são pouco politizados? Não, eu acho que não.

É apenas o futebol. Essa paixão que, como toda paixão, deixa cego, bobo e é capaz de fazer chorar, até o mais macho dos machos.

Eu tenho meu calcanhar de Aquiles, mas desse aí, ainda bem, eu passo longe!

 

E eu voltei! março 23, 2011

Filed under: Diversão,Londres — Priscila Valdes @ 9:32 pm

Pois é, meus queridos!

Esse mês de março fiquei super ausente porque estava no Brasil! Ai, que delícia namorar, rever os amigos, conversar em português, passar calor e tomar cerveja como se fosse água!

Novela mesmo foi voltar para Londres. Tudo começou na hora do embarque. O meu bilhete era 31E da TAM. Primeiro organizaram 3 filas – a da direita com seres iluminados que podem pagar primeira classe ou têm aqueles cartões especiais tipo business, a da esquerda com assentos do 15 ao 30 e a coluna do meio, com assentos do 31 até o 40 e lá vai cassetada.

Depois de entrarem os iluminados, os da direita, entramos nós, os cagados de arara que ficaram 40 minutos esperando em pé numa fila imensa. Pensei – não dá pra piorar né?!

Foi quando descobri que o assento E ficava também na coluna do meio, no meio de outros assentos. Eu, por um acaso, fiquei no meio de duas pessoas grandes, muito grandes, que disputavam o encosto de braço com muita voracidade. Pensei – não dá pra piorar né?!

Dai veio uma família muito bonita, composta por pai, mãe e duas crianças lindas e sentaram na minha frente. Agora você imagina, se pudesse, o que faria após mais de 13 horas sentado no mesmo assento? Gritaria, gritaria com todas as suas forças para te tirarem daquele lugar. Foi o que as crianças fizeram durante o vôo todo. Pensei – não dá pra piorar né?!

Tomei um Dramin para dormir e dormi. Foi quando umas três horas depois acenderam uma luz e nos mandaram descer… Afinal ainda não tínhamos decolado vôo porque estávamos com problemas técnicos no avião.

Sonolenta e faminta, desci para comer alguma coisa. Foi quando eu lembrei que não tinha um p** no bolso. Para quê levar Reais para Londres, pensei antes de embarcar. Sonolenta, faminta e p** da vida fiquei lá no aeroporto sozinha esperando, esperando…

Uma hora depois  nos mandaram embarcar novamente. Agora você imagina o cagaço de entrar naquele avião né?! Resolvi parar de brincar de “não dá pra piorar né?!” Porque percebi que sempre dá…

Bom, estou aqui para dizer que nada piorou, que eu sobrevivi às pessoas grandes, aos bebês chorões, à fome e ao avião em pane! Sobrevivi e estou aqui novinha em folha, renovada com todo o amor e carinho que recebi em Sampa para escrever mais um ano meus micos e situações constrangedoras que passo por aqui.

Voltei uhuuuu!

Imagem daqui ó

 

1 ano em Londres fevereiro 19, 2011

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 9:03 pm

Nesse último dia 15 fez um ano que estou em Londres. Pra quem acompanha o blog, sabe que muita água já rolou.  Sim, o inglês melhorou, mas está longe de chegar ao nível que gostaria.  A experiência de “morar” em outro país sim, é incrível, mas também não é um filme bonitinho da sessão da tarde.

Primeiro porque morar é diferente de passar uma temporada estudando, seja ela de 1 mês, seis meses ou 1 ano. Morar significar criar raízes, relacionamentos, trabalhar, fazer amigos e se adaptar às mais diversas adversidades.    É enfrentar os problemas da vida adulta em uma terra desconhecida. Se você decide morar, isso significa que você NÃO vai passar todos os seus dias no museu, tomando sorvete, passeando no parque,  tomando cerveja ou viajando para festivais.

Significa que você enfrentará os mesmos problemas do cotidiano que deixou pra trás:  chefe chato, salário baixo, colegas de trabalho falsos, clientes mau educados, pressão e correria. Significa fazer economia e passar por privações. E mais:  tudo isso falando outro idioma, com outra cultura e dificuldades de comunicação.

É claro que é uma experiência incrível, que eu vivi e vi coisas que jamais viveria se tivesse ficado no Brasil. Conheci gente maravilhosa, lugares lindos, vivi situações inesquecíveis e hilárias (como vocês acompanharam, né?!).  Dessa minha história, eu não mudaria uma vírgula.

Então, se você pretende passar por uma experiência dessas, se joga! Mas lembre-se: não há vida cor de rosa, nem 12 meses sem inverno, nem horário de verão que dure para sempre. Em algum momento você terá que enfrentar a “vida adulta”.  Somos todos escravos dessa máquina e disso não tem como fugir (a não ser que você ganhe na megasena).

O quê? Se está valendo a pena? Claro que sim! No fundo, sempre vale  😉

 

Berlin, Berlin janeiro 25, 2011

Filed under: Londres,Vida urbana — Priscila Valdes @ 10:10 pm

Uma das coisas que me convenceram a ficar mais tempo em Londres foi o fato de poder viajar mais, por menos.  Desde que vim para cá, eu tinha o meu TOP 5 de cidades que gostaria de visitar, e Berlim estava entre elas.

Quando minha prima disse que queria conhecer Londres, não pensei duas vezes: bora ver Berlim também. Compramos as passagens pela RyanAir (por 10 pounds) e reservamos um hostel indicado por amigas.

Ficamos no Hostel Amstel –  muito bom, barato, bem localizado, mas não tinha toalhas!!! Improvisamos com as fronhas mesmo (ah, gente, que apego né?! Afinal, estava em Berlim!!).  Imagine só, uma das meninas que trabalhava na recepção era brasileira. Eu falo, brasileiro é que nem ácaro, tem em todo o lugar. Deveríamos dividir o quarto com mais duas pessoas, mas só tinha uma – Sophia.

Sophia merecia um post à parte – uma inglesinha de 26 anos que morava há 10 na França. Chegou até lá por hitchhiking, isto é, pegando carona.  Vegetariana, não passava na frente do McDonalds e carregava o mundo na sua mochila.  Passamos um dia todo juntas, eu, ela e minha prima.  Trocamos emails, pois, obviamente, Sophia não tem Facebook, é contra toda essa exposição.

Entre os programas de lá,  fomos no Pub Crawl – 12 euros, mas mesmo assim valeu a pena, já que eu jamais teria a disposição de sair à noite e passar por cinco baladas diferentes. Em uma delas eu me senti na A Lôca. Como diz a minha prima – culpa da Globalização!

Também participamos do Free Tour em Berlin – que de free não tem nada! Maior cilada. No meio do passeio disseram que teríamos que pagar. O guia, guarde bem esse nome –  FINN  – ficou tão bravo porque a gente desistiu antes de acabar que até nos ameaçou com um  – não façam mais esse tour. Bom, nem precisava falar duas vezes né?!

O metrô de Berlim é bem facinho de se andar comparado com o de Londres (eu achei ) e muito tranquilo, tirando o fato que não tem catracas e todo mundo pode entrar, incluindo o rapaz sentado ao nosso lado com uma garrada de Vodka, sem os dentes e sangrando sem parar. TENSO.

Fizemos todos os passeios básicos: memoriais, campo de concentração, Muro de Berlim, alguns museus, algumas baladas. Quero voltar para lá pelo menos umas 100 vezes 🙂

Berlim é INCRÍVEL. Vale cada centavo gasto. Seja pela parte histórica (2 GM, Holocausto, Muro de Berlim e tantas outras) seja pela arquitetura ou pela efervescência cultural, Berlim encanta.

De todas as cidades que visitei até agora: Lisboa, Amsterdam, Londres… Foi Berlim que roubou meu coração e, como eu repeti a viagem toda – Berlim aconteceu, hein?! 😉