Betsy e seus balões coloridos

Aventuras e histórinhas em São Paulo (e agora em Londres também!!)

Quando criança, eu tinha medo… julho 29, 2010

Filed under: Carinhos e cafuné — Priscila Valdes @ 8:57 pm

Das pessoas!

Era impressionante como eu tinha medo da escola, dos professores, da minha mãe quando corrigia meu caderno de tarefas. Daí quando fui crescendo, fui ficando com medo da palavra das pessoas. Dos comentários. Do que elas me diziam e que, sem perceber, ia se cristalizando durante minha infância, juventude e vida adulta.

O motivo desse post foi um texto que eu li no Sou tímido… Eu gosto muito da proposta e da coragem de expor e contar suas fraquezas e fragilidades (coisa que todo mundo tem, alguns encaram de frente, já outros…) desse blog. Sempre vou lá acompanhar as aventuras e desventuras de Marcelo. No seu texto, ele fala que cresceu ouvindo uma tia falando que ele era um merda. Acho que todo mundo tem um caso assim na família, né?!

Eu, por exemplo, cresci ouvindo que era feia. Explico: minha mãe era (é) uma mulher lindíssima. Loira, magra, olhos verdes, rosto de boneca. Ela casou com o meu pai, que é chileno, e para o meu azar (será?) eu nasci a cara do meu pai (tipo índio) ao invés de nascer a cara da minha mãe (tipo boneca).

Para piorar, quando eu tinha 9 anos meu pai foi embora e eu perdi todo o contato com a família dele (hoje tudo está diferente :)) Então, eu era a única neta, prima, sobrinha, pessoa com cara de índio. Pior, sem olhos verdes. Todos os netos eram  loiros dos olhos claros (até nascer a Ste hihihi).  Eu tinha o olho cor de mel. “De coruja” como dizia um amigo.

Eu lembro que quando era criança, eu chorava na frente do espelho me questionando porquê, porquê,  porquêeeeee (sempre fui dramática) eu não tinha olhos verdes?! E, claro, sempre tinha alguém para falar – que pena que você não nasceu com o olho da sua mãe, né?!

Enfim, levei esse trauma por muuuiiiitttos anos. Até que um dia conheci a Fabricia. Uma menina lindíssima, daquelas de parar o trânsito que usava lentes de contato: cor de mel! Tipo, ela usava lentes para ficar com os olhos da cor do meu! Depois disso, nunca mais achei meus olhos feios. É claro que essa auto-aprovação não deveria vir dessa maneira, pelo outro. Mas foi assim. E ainda bem que um dia eu parei de me achar feia. (Ah, na TPM eu sempre me acho horrorosa, mas isso não conta :P)

As pessoas geralmente são muito cruéis com as palavras. Com as crianças isso tem um efeito catastrófico.  Por isso, muito cuidado. Bom mesmo seria se ela fosse usada de uma maneira mais doce, mais gentil né?!

 

Busy

Filed under: Londres — Priscila Valdes @ 6:26 pm

Pois é, gente. Quando a gente fica um tempo aqui em Londres começa a falar umas palavras em inglês aportuguesado… rs Esse é o caso de bookar, que é book de “agendar”. Hoje eu falei essa palavra horrorosa e fiquei com peso na consciência.

Outro clássico é busy, que a gente fala bisi. Se você está ocupada, você está bisi, se o lugar que você vai está lotado, o lugar está bisi… E por ai vai…

Enfim, tudo isso é para falar que estou bisi hehehehe Trabalhando bastante, neste final de semana estarei no Brazilian Day e no Carnaval Del Pueblo. Esse último vai ser meu primeiro evento sozinha, com courier, montando stand e coordenando uma equipe. É claro que estou com um p** de um cagaço, mas vamo que vamo.

Ah, finalmente eu comprei uma câmera. Aeeeeeeeeeee!!! Agora vou poder mostrar para vocês as minhas peripécias em imagens =)) Prometo!!!

Vai estar tudo lá no Facebook, ok?!

Em tempo1: Paulinha, estou pensando em ti e mandando energias do bem 🙂

Em tempo2: olha o que eu ganhei do Rafael?! É ou não é para ser apaixonar?!

 

Amor em tempos de Facebook julho 26, 2010

Filed under: Carinhos e cafuné — Priscila Valdes @ 7:00 am

Textinho novo nos 7 Cronistas Crônicos, vai lá!

 

Muito singelo julho 23, 2010

Filed under: Carinhos e cafuné,Gatos — Priscila Valdes @ 6:53 pm

Esse texto é da querida Sandryne. Ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, mas já dividimos algumas alegrias e tristezas.

O que dizer e pensar quando os nossos amigos queridos se vão? É uma dor tão grande, é um buraco que fica… É não conseguir  controlar as lágrimas quando elas vêm.  O que nos conforta é a esperança de imaginar que eles estão melhores, mais felizes.

Tomo a liberdade de reproduzir o texto, originalmente publicado no 7 Cronistas Crônicos.
É lindo e o reproduzo aqui extremamente emocionada. Obrigada, Sandryne!

Canil celestial, 21 de julho de 2010

Oi Dyne!!!

Cheguei! Fiz uma ótima viagem. O pessoal me deixou vir na janela, coloquei o fucinho do lado de fora e vim sentindo o vento forte na minha cara…puxa, quanto tempo que não fazia isso, que delícia! Ah, tenho uma novidade que vai te emocionar: voltei a enxergar, Dyne! Poucas horas após a minha partida e lá estava ela: a vida, bela e colorida para mim de novo. Andar então, foi rapidinho. E meus pêlos voltaram, estou todo branquinho novamente. Estou ótimo, pipoca, com saudades, mas feliz.

Aqui tem um espaço muito grande pra gente correr, brincar, ninguém se incomoda com os nossos latidos, temos comidas deliciosas à vontade (sei que eu comia aquelas rações lights para o meu bem, mas que era uma porcaria era…) e o principal: aqui tem altas cadelinhas lindas. Ainda não namorei ninguém, por enquanto estou só na paquera, mas você sabe que eu fui o poodle garanhão de Candeias, não sabe? Bons tempos… velhos tempos, agora eles voltarão… hehehehe.

Os nossos donos daqui nos levaram ontem para conhecermos os nossos quartos e adivinha? Ao lado do meu travesseiro estava aquela tua blusa amarela que mamãe sempre colocava para mim quando tu viajava… Eles disseram que é para quando a saudade apertar. Não a procure mais no guarda-roupas, ela não está mais lá! Já embaixo do travesseiro encontrei uma carta tua, chorei muito quando leram, mas foi de emoção. Diga à mainha que jamais esquecerei dela e que não teria vivido tanto tempo se não fosse por seus cuidados e amor. Peça desculpa à Aya pelas vezes que a mordi quando ela só queria brincar e ao painho, diga-o que lamento pelo meu ciúme exagerado, mas é que a minha mãe é muito linda!

Dyne, desculpa pelas noites mal dormidas, pela minha frescura em comer ração por ração na boca, pelo meu mau humor, minha aversão a banhos e meus puns no meio da noite. Obrigada por ir me buscar de madrugada quando eu errava o caminho da água e me perdia pela casa, pelas festinhas de aniversário, pelas roupinhas (muitas vezes ridículas, devo salientar), mas principalmente por, junto com mainha, ter sido os meus olhos e as minhas patinhas quando eu não pude mais ver nem andar.

Humm, outra coisa… nós temos um espaço separado dos gatos aqui (as brigas são iguais as daí), mas eles deixaram uma gatinha charmosa falar comigo. Ela soube que eu fui autorizado a enviar essa carta e estava chateada porque só teve direito a um telefonema quando partiu. Eu não a conheço , mas seu nome é Betsy e ela disse que você é amiga da dona dela, a Priscila. Ela disse que eu mandasse um beijo para a Pri e que estava feliz porque o Rafa estava com ela. Bonitinha ela, Dyne… mas tão cheia de si, independente… nossa!

Agora eu tenho que ir, mas nos encontramos nos sonhos, nas lembranças e recordações… Eu amo vocês com toda a força do meu coração. E obrigada pelos 16 anos, 1 mês e 5 dias de alegria, amor, carinho e dedicação.

Com saudades,

Lang lang lindo dhe mamãe (Savinho)

 

Domingo no parque julho 19, 2010

Filed under: Diversão — Priscila Valdes @ 6:00 am

Textinho novo nos 7 Cronistas Crônicos, vai lá!

 

Devolva o Neruda… julho 17, 2010

Filed under: Carinhos e cafuné,Vida urbana — Priscila Valdes @ 10:15 pm

Como uma boa canceriana, eu gosto mesmo é de um drama. Sofro, choro, Srta. Overreaction… Por gostar tanto de drama, eu já tinha trilha sonora para a minha “grande fossa”.

Eu digo “grande fossa” porque seria algo assim como um divórcio (agora você entendeu né?! Eu nem casei e penso no divórcio). Mas o foco não é a relação que não vai dar certo… Não é isso. Eu fico pensando é no drama mesmo, sabe?!

Um drama sentimental bem intenso com muito choro, maços de cigarro e vodka. Um semana sem lavar a cabeça, sem abrir a janela do quarto, sair da cama nem pensar! Na segunda-feira não vai trabalhar, na terça vai parecendo um sapo, de tanto que chorou.

Pois bem, voltando à trilha sonora, eu sempre achei que para a minha grande fossa eu ouviria  – “Atrás da Porta”, Chico Buarque e Francis Hime. Sim, com direito a interpretação da Elis, né?! Aquela que ela chora! Eu me vejo direitinho maldizendo o nosso lar,  “pra sujar teu nome, te humilhar, e me vingar a qualquer preço,  te adorando pelo avesso”… Fala se não é TUDO essa letra?!

Mas daí me falaram que música de fossa mesmo  é  “Trocando em miúdos”, também do Chico. Eu não concordava, porque preferia reclamar baixinho atrás da porta. Mas pensando bem, Trocando em miúdos não tem drama, tem dor. Aquela triste, tristíssima dor do fim.

“Eu bato o portão sem fazer alarde, eu levo a carteira de identidade, uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde”. Arrepia, né?!

Você também tem música de fossa? Ou sou eu que sou louca mesmo?

 

Cronistas! julho 12, 2010

Filed under: Diversão,Londres — Priscila Valdes @ 7:00 am

Estou contando tudo da casa nova, vai lá!